terça-feira, 9 de setembro de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Ambulante
Ele é qualquer um. Não precisa ter cara e usa isso sem se dar conta. Entra num ônibus qualquer, numa vida qualquer, num papel qualquer. Hoje, precisa só de sua cicatriz, geralmente mais útil do que sua cara e seu nome.
Não é bom contando histórias, elas sequer fazem sentido, mas isso pouco importa. Ao lado do motorista fez uma cirurgia no joelho por causa de uma doença grave, dois passos depois e tomou um tiro, mais dois e foi atropelado. Ao passar por mim sequer continua a mancar. Vendedor versátil, vende balas, chicletes, chocolates, e o seu maior sucesso: o descanso para a culpa que todos sentem por serem invisíveis. Culpa por todos os problemas pelos quais são responsáveis. Família, violência, drogas. Uma história para cada culpa. Todos pagam por volta de 0,50 centavos. A reza prática dos tempos modernos e corridos, e sentem o pequeno perdão.
O homem vai embora agradecido. Todos voltam a cochilar, a se espremer, a olhar o vazio. Um peso a menos ou um doce a mais, a espera do tempo seguinte.
Desculpe por incomodar o silêncio e a viagem de vocês.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
O mundo em escala de cinza
Sem sentidos e sem sentimentos.
Pra salvar a metáfora preciso de fato,
mastigar lentamente cada pedaço,
E ter / ser
Cor, odor, calor, sabor,
e enfim não ouvir mais nada
para além de um certo tom.
sábado, 12 de janeiro de 2008
Noite
Velhos "amigos" pra notar mudança.
Cigarros pra lembrar a morte.
Manteiga estragada pra salvar o mundo.
Merda para...
Elocubrações.
Incoerências para ser humano.
Silêncio para que tudo assente na alma.
Algum crescimento.
Vinho, salame, cebola, queijo, salsa, cebolinha, azeitona.
Sal, azeite e vinagre.
Vinho.
Meia-orgia, notícias de alguém.
Elocubrações.
Amanhã...
