No Iraque a contagem dos mortos do lado iraquiano chega a 1.339.771! Apesar de muitos nessa contagem serem civis, as notícias falam mais dos pouco mais de 4.000 militares americanos mortos. Ou dos 2 militares britânicos mortos recentemente.
E nós seguimos na distância, sem cheiro de sangue pra ajudar a pensar, olhando a mídia cotar no mercado de carne algumas vidas cerca de 250 vezes mais caras a humanidade do que aquelas outras, as vidas dos restos.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A gripe dos porcos
A irresponsabilidade fez que a globalização espalhasse pelo mundo um algo mais, diferente do capital. E a mídia nos faz contar uma por uma as vítimas do vírus, os países afetados, varrendo para os porões de nossas cabeças o pensamento óbvio: a origem da doença. Ela vem das criações de porcos realizadas dentro de um modelo irresponsável, insustentável, desumano e que agora revelou-se também perigoso. Mais uma faceta da busca do lucro que sobrepuja as pessoas.
Rebatizei a doença e gostei: A gripe dos porcos.
Link interessante em espanhol:
http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-128052.html
Rebatizei a doença e gostei: A gripe dos porcos.
Link interessante em espanhol:
http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-128052.html
domingo, 21 de junho de 2009
Inspiração
A saudade ganhou moradia, jeito, cheiro, lábio, sorriso, 3 pintas, maciez, textura, colo, abraço, outra pinta, mais outra, mãos, gargalhada, sono, poesia e surrealidade.
Cada detalhe é um litro de ar no peito, num misterioso processo de inspirar sem boca ou nariz.
A saudade ganhou um ombro sardento.
E vem faltando espaço no peito para um detalhe que é tanto ar.
Cada detalhe é um litro de ar no peito, num misterioso processo de inspirar sem boca ou nariz.
A saudade ganhou um ombro sardento.
E vem faltando espaço no peito para um detalhe que é tanto ar.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
A guerra da água já começou
http://www.atarde.com.br/videos/index.jsf?id=1167407
Nos cabe transformar a falta num grande vetor de paz.
Nos cabe transformar a falta num grande vetor de paz.
domingo, 14 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Da identidade
Ambígua como é de sua natureza.
Verdade inevitável e, só pra ser ironicamente engraçada, intangível.
Porque nossa identidade voa por aí na imaginação de quem imagina.
Anárquica, mentirosa e filha.
Se de outro modo quisesse faria contas, mas não poemas ou canções.
Rasgaria o português, esmigalhando as palavras para além das sílabas, das letras.
E faria apenas contas.
Mas lembro de escrever pra não esquecer de mim.
Pra fazer um poema reto é preciso não ter cara nem nome.
Mas quem precisa de um poemo reto?
Verdade inevitável e, só pra ser ironicamente engraçada, intangível.
Porque nossa identidade voa por aí na imaginação de quem imagina.
Anárquica, mentirosa e filha.
Se de outro modo quisesse faria contas, mas não poemas ou canções.
Rasgaria o português, esmigalhando as palavras para além das sílabas, das letras.
E faria apenas contas.
Mas lembro de escrever pra não esquecer de mim.
Pra fazer um poema reto é preciso não ter cara nem nome.
Mas quem precisa de um poemo reto?
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