domingo, 21 de junho de 2009

Inspiração

A saudade ganhou moradia, jeito, cheiro, lábio, sorriso, 3 pintas, maciez, textura, colo, abraço, outra pinta, mais outra, mãos, gargalhada, sono, poesia e surrealidade.
Cada detalhe é um litro de ar no peito, num misterioso processo de inspirar sem boca ou nariz.

A saudade ganhou um ombro sardento.
E vem faltando espaço no peito para um detalhe que é tanto ar.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A guerra da água já começou

http://www.atarde.com.br/videos/index.jsf?id=1167407

Nos cabe transformar a falta num grande vetor de paz.

domingo, 14 de junho de 2009

Beija-me

Um título consoante com os meus desejos.
Um hífen incômodo concordando com a realidade.
E vogais dispensáveis.

Querência

Existem dois
Eles querem Mil
Para que sejam três, como os versos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Da identidade

Ambígua como é de sua natureza.
Verdade inevitável e, só pra ser ironicamente engraçada, intangível.
Porque nossa identidade voa por aí na imaginação de quem imagina.
Anárquica, mentirosa e filha.

Se de outro modo quisesse faria contas, mas não poemas ou canções.
Rasgaria o português, esmigalhando as palavras para além das sílabas, das letras.
E faria apenas contas.
Mas lembro de escrever pra não esquecer de mim.

Pra fazer um poema reto é preciso não ter cara nem nome.
Mas quem precisa de um poemo reto?

domingo, 14 de dezembro de 2008

Presença

Vontade de agarrar todo segundo, e não deixar que fujam sem a minha marca. O problema é querer todo segundo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O mundo está errado

Ouso da minha pequenez, elevar um humilde martelo. Em verdade é um martelo que formalmente sequer existe. Admito, existe sequer conceitualmente! Mas quero elevar um martelo, e eis, assim, o que faço.
Assim posso sem que eles notem, ir consertando aquele mundo enfiado goela abaixo, que entulha o cérebro e embota o coração. Como o martelo, este mundo não existe, ou melhor, existem ambos no mesmo universo, aquele mais sutil e frágil que o outro, que ousamos chamar realidade. Lá, conserto o mundo sem que eles vejam, quando fecho os olhos para o que eles fazem.